Perguntas que não fazemos ao Google

Atualizado: Mai 10

Porque só podem ser respondidas pelo pensamento humano.



Exemplos em sete temas, em ordem alfabética.


1) Antagonismo.

As redes sociais otimizam a comunicação mas também geram grupos que se radicalizam e passam a odiar quem tem outras ideias.

Será o facebook mais nocivo que bom?


2) Arrogância.

Tecnologia hoje ganha enorme espaço em nossa vida. Também se diz hoje que a ciência irá resolverá todos os problemas do mundo.

Existe aí uma relação? Correta ou ilusória?


3) Educação.

É fato que o avanço da ciência cria em sua esteira a valorização da lógica (Stem – Science, technology, engineering & mathematics)?

É isso que faz jovens serem materialistas e pragmáticos, a quem poesia é “perda de tempo”?


4) Justiça.

Aceitamos a criança ser normalmente egoísta (como diz Piaget), porém se ela tenta levar vantagem não ética em divisões do que é escasso, achamos isso errado – diga por quê.

5) Reciprocidade.

Todos acham justo e positivo o que diz este adágio dos esquimós: bom lugar para guardar resto de comida é o estômago de um amigo.

Por que pensamos assim?


6) Sensibilidade.

A empatia é sentimento humano? Pode ser ensinada? Ou é um dom?


7) Solidariedade.

Pessoa pula na água para salvar o desconhecido que está sendo levado pela correnteza – por que achamos louvável esse impulso de quem se arrisca “de graça”?

Essas perguntas, no campo dos julgamentos pessoais, ilustram esta sugestão: nem sistemas nem máquinas podem substituir os juízos contidos no pensamento humano.

Ao tentar saber qual a resposta do Google para essas questões, ele, como mecanismo buscador, nos trará N frases e citações que contém palavras constantes na pergunta.

Como máquinas não pensam, só podem trazer respostas baseadas em busca de arquivo.

A Inteligência Artificial também vai por aí, ao procurar respostas de padrões existentes, mas obviamente fazendo isso sem incluir conjecturas e nem sentimentos humanos.

Dessa forma as respostas não avançam, não trazem novas alternativas e se assemelham à orientação do espelho retrovisor – útil mas insuficiente para quem dirige.

É preciso cultivar o nosso pensamento e abandonar o equívoco de delegar decisões às máquinas.

Esta é uma mensagem do Curso Ignite Posterum - Inteligência para um futuro viável.

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