CURSO DE INOVAÇÃO E DE SINTONIA.                                                                                José Predebon, julho, 2018

Antes de convidar os leitores a participar do nosso curso Ignite Posterum, Imersão em Inovação, trazemos aqui sua plataforma. É a extensão de um diálogo para esclarecer o que ele pretende entregar aos participantes.

O assunto se inicia em classe, com a discussão de um material intitulado vantagens e desvantagens de aceitar ou ser contra a inovação. Na ocasião emerge que um valor sempre desejável é o da sintonia – entre a pessoa e o entorno.

Sintonia, que se traduz por participação, está entre as procuras consensuais da nossa sociedade. Fora eremitas e personalidades excepcionais, sabe-se que a interação do indivíduo ao mundo é uma base para sua qualidade de vida.

Porém vejamos como essa base se insere no contexto. Hoje a sociedade tem mudanças permanentes e cada vez mais velozes, uma característica evidente, que é mãe e filha da inovação. Esta se tornou palavra-moda e é o nome do jogo. Integrar-se à dinâmica de renovação contínua, aceitando o que a envolve, passou a ser objetivo legítimo. 

  

Entretanto, nesta parte da reflexão em classe, após fazermos o que seria uma colheita de argumentos, vem a hora de peneirar o que temos para ficar só com o que interessa e depois estabelecer prioridades.

Para isso proponho agora que nos coloquemos como espectadores do filme da atualidade. Aí veremos entrar em cena seus heróis notórios, trazidos pela Internet: Facebook, WhatsApp, Youtube, Twitter, Instagran e outros mais.

 

Tornaram-se os protagonistas mais centrais da realidade, e até falam que ninguém mais vive sem eles. Certo? Epa, atenção. Antes de dizer sim, reflitamos. A tendência de concordar com o que prevalece, para “não brigar com o sucesso”, é posição que tem a direção de uma acomodação perigosa. Nos parece que aqui chega a hora de filosofar, apanágio nosso que não podemos delegar às máquinas.

 

A vida nos dá papeis individuais e coletivos. Os privilegiados que recebem educação para discernir o mundo, têm uma ação mais proativa que a média em suas escolhas. A eles será automático manter um comportamento pensado, para viver com um norte consciente. Em lugar de entrar no rebanho, essas pessoas podem selecionar seus caminhos e enfrentar melhor a aleatoriedade.

É dentro dessa hipótese que surge uma boa parceria com o Ignite Posterum. Traz um ganho de conhecimento com sugestões de novas óticas e uma proveta de testes para atitudes revistas. No conjunto, nasce a proposta de reposicionamento pessoal, para se ver no espelho como alguém que abre as próprias vias, como canta a inspiradora poesia de Antonio Machado – Caminante, no hay camino, se hace camino al andar.

Para abrir veredas é preciso pensar. Dá mais trabalho do que seguir a corrente, mas é a chave para usar as conexões do panorama atual sem cair em armadilhas. Em buracos até confortáveis, mas limitadores de visão e inspiradores de acomodações mediocrizantes. O ideal é adotar o uso pragmático das redes sociais e outros recursos da web.

 

Em extensão, o conteúdo do curso sugere uma sintonia seletiva com o entorno, gerenciada pelos planos pessoais da pessoa. Ignite Posterum contém, a partir do nome, alguns tijolos para a construção do futuro ideal do indivíduo. O que é possível à pessoa que se envolve com mudanças e inovação mas não perde o domínio de seus planos, mantendo ativa a mais valiosa das conexões – a que liga com o seu próprio interior. E sempre avaliza seus reposicionamentos, que fugirão dos modismos.

Concluo lembrando e endossando o que defende Peter Senge, em seu livro Presença, Propósito Humano e o Campo do Futuro: as mudanças bem sucedidas são as que têm a direção do ID da pessoa. São as regidas pela sintonia sábia, estabelecida com o seu interior mais profundo. Essas mudanças virtuosas são o alicerce da boa inovação.

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